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BISPOS AGRADECEM AO PAPA

O documento foi produzido no fim da Assembléia Plenária que decorreu nos dias que se seguiram a visita Papal

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MENSAGEM PASTORAL I ASSEMBLEIA CEAST 2009

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Papa agradece e pede coragem aos angolanos!

Discurso do Papa Bento XVI ao sair de Luanda para Roma,  no Aeroporto 4 de Fevereiro no dia 23 de Março de 2009

 

Excelentíssimo Senhor Presidente da República,
Ilustríssimas Autoridades civis, militares e eclesiásticas,
Prezados irmãos e irmãs em Cristo,
Amigos todos de Angola!
 
Vivamente sensibilizado pela presença de Vossa Excelência, Senhor Presidente, neste momento da minha partida, quero exprimir-lhe o meu apreço e gratidão pelo tratamento fidalgo que me reservou e as disposições tomadas para facilitar o desenvolvimento dos diferentes encontros que me foram dado viver. Tanto às autoridades civis e militares como aos Pastores e responsáveis das comunidades e instituições eclesiais envolvidas nos mesmos, dirijo os mais cordiais agradecimentos por todas as amabilidades que tiveram para comigo durante estes dias que pude passar entre vós. Uma palavra de reconhecimento devo-a aos operadores dos meios de comunicação social, aos agentes dos serviços de segurança e a todos os voluntários que, com generosidade, eficiência e discrição, contribuíram para o bom êxito da minha visita.
Estou grato a Deus por ter encontrado uma Igreja viva e, apesar das dificuldades, cheia de entusiasmo, que soube carregar a sua cruz e a dos outros, testemunhar perante todos a força salvífica da mensagem evangélica. Ela continua a anunciar que chegou o tempo da esperança, empenhando-se na pacificação dos ânimos e convidando ao exercício duma caridade fraterna que saiba abrir-se ao acolhimento de todos, no respeito das ideias e sentimentos de cada um. É hora de me despedir para voltar a Roma, triste por vos deixar, mas feliz por ter conhecido de perto um povo corajoso e decidido a renascer. Não obstante as resistências e os obstáculos, este povo pretende construir o seu futuro caminhando por sendas de perdão, justiça e solidariedade.
Se me permitissem um apelo final, seria para pedir que a justa realização das aspirações fundamentais das populações mais necessitadas constitua a preocupação principal de quantos ocupam cargos públicos, visto que a sua intenção – estou certo – é desempenhar a missão recebida, não para si mesmos, mas em vista do bem comum. O nosso coração não pode estar em paz, enquanto virmos irmãos sofrerem por falta de alimento, de trabalho, de um tecto ou de outros bens fundamentais. Entretanto para se oferecer uma resposta concreta a estes nossos irmãos em humanidade, o primeiro desafio a vencer é o da solidariedade: solidariedade entre as gerações, solidariedade entre países e entre continentes que dê origem a uma partilha cada vez mais equitativa das riquezas da terra entre todos os homens.
E de Luanda estendo o olhar para a África inteira, despedindo-me até ao próximo mês de Outubro na Cidade do Vaticano, quando nos reunirmos para a II Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos dedicada a este continente, onde o Verbo de Deus humanado em pessoa encontrou refúgio. Agora peço a Deus que faça sentir a sua protecção e ajuda aos refugiados e deslocados sem número que vagueiam à espera de um retorno a casa. O Deus do céu repete-lhes: «Ainda que tua mãe te esquecesse, Eu nunca te esqueceria» (cf. Is 49, 15). É como filhos e filhas que Deus vos ama; Ele vela sobre os vossos dias e as vossas noites, sobre as vossas fadigas e aspirações.
Irmãos e amigos de África, queridos angolanos, coragem! Não vos canseis de fazer progredir a paz, cumprindo gestos de perdão e trabalhando pela reconciliação nacional, para que jamais prevaleça a violência sobre o diálogo, o medo e o desânimo sobre a confiança, o rancor sobre o amor fraterno. E isto poderá acontecer se vos reconhecerdes uns aos outros como filhos do mesmo e único Pai do Céu.
Deus abençoe Angola! Abençoe cada um dos seus filhos e filhas!
Abençoe o presente e o futuro desta querida Nação.
Ficai com Deus!
 
 

Visita satisfatória

A visita de Sua Santidade Bento XVI contou, com duas conferências de Imprensa, realizadas no Centro de Imprensa Anibal de Melo, com a presença dos orgãos nacionais e internacionais presentes nesta visita. A primeira que se seguiu a Celebração da Santa Missa com os Sacerdotes, Religiosos e Catequistas na Paróquia de São Paulo, onde o Santo Padre em gesto de resposta ao acolhimento ofereceu uma imagem do mesmo Patrono, foi presidida pelo Padre, Lombardo, porta voz da Santa Sé para a visita papal, com auxilio dos Bispos, Manuel Imbamba, bispo da Diocese do Dundo e Frank Mubuasah, de Botswana, em representação dos Bispos da Africa Austral. O porta voz do Vaticano  iniciou por afirmar que Sua Santidade estava contente, pelo calor e acolhida brindadas pelo povo angolano, tanto pela representação eclesiástica, quanto pelo estado. Procurou justificar os ventos levantados acerca do pronunciamento de Sua Santidade a respeito do aborto:  "O Papa não disse nada sobre o aborto terapêutico, apenas condenou o aborto, tanto clandestino como o usado abertamente para justificar-se a morte de inocentes".  Por sua vez, Dom Manuel Imbamba, em representação da CEAST, disse que até aquele momento a Conferência estava satisfeita com tudo o que se estava a ganhar com a visita do Santo Padre. Nesta mesma conferência de Imprensa, os jornalistas, expuseram questões relacionadas ao aborto terapêutico, da Radio Ecclesia, o encontro a ter com os vários estratos da juventude angolana, a corrupção em África,  o fenómeno do feitiço. Questões prontamente respondidas pelos bispos acima referidos. A segunda conferência de Imprensa realizada neste  domingo, após a Santa Missa Celebrada no campo da Cimangol, procurou fazer um esclarecimento a respeito incidente de dois jovens, falecidos  no sufoco sofrido no Estádio dos Coqueiros, em Luanda, durante o encontro dos Jovens com o Santo Padre. Na ocasião apresentou às condolencias de Bento XVI.