Conferência Episcopal de Angola e São Tomé

Meios de Comunicação Social

 

    Falar dos meios de Comunicação da Igreja em Angola é falar de todos os meios de que se serve a Igreja para levar a Palavra de Cristo ao povo
 
Desde o início as dioceses e paróquias utilizaram a imprensa: cartas pastorais, circulares folha dominical, jornal de parede e ultimamente a diocese de Benguela edita o Jornal Novo Rumo.
Mas como meios de comunicação importantes, por serem nacionais e de longa data temos o Jornal O APOSTOLADO que data dos anos trinta e a Rádio Ecclesia Emissora Católica de Angola dos anos cinquenta é deste meios que nos vamos ocupar nestas linhas.
 
A Igreja de Cristo em Angola adiantando-se no tempo e no espaço ao Concílio Vaticano II que no seu documento Inter Mirifica, reconhece a importância dos meios de comunicação na divulgação do Evangelho e como tal os recomenda, tem desde os anos 30 um meio de comunicação da Palavra para iluminar a vida do povo cristão e não só.
 
Começou a por publicar em 2 de Fevereiro de 1935, o Boletim de Diocese de Angola e Congo, para servir de elo de ligação entre o então Bispo da referida diocese, D. Moisés Alves de Pinho e os sacerdote a fim de mais regularmente lhes comunicar os documentos da Santa Sé ou os diocesanos e as notícias de maior interesse.
 
Era este o primeiro passo de um projecto de maior fôlego, que não obstante as mais diversas vicissitudes ao longo do percurso, chegou até nós, graças ao zelo e tenacidade dos vários directores e colaboradores, que lhe deram vida, o JORNAL O APOSTOLADO.
 
O Jornal O APOSTOLADO, nasceu como se lê na provisão que o criou ao 18 de Outubro de 1935, como semanário. Tinha como objectivo a nobre ambição de proclamar bem alto, a doutrina de Jesus Cristo e da Igreja, não deixando de lado a propagação da cultura: língua e história, usos e costumes da época, sem distinção de raças, cor ou situação social.
 
O APOSTOLADO como o seu nome o indica é fruto do zelo apostólico de um homem que viveu sem reservas a sua entrega á Igreja do Congo e Angola e mais tarde só Angola e São Tomé, como seu primeiro Bispo e arcebispo, D. Moisés Alves de Pinho.
 
Foi na festa de Cristo Rei em 1935 que apareceu o primeiro número de O APOSTOLADO. A edição fora confiada pelo seu fundador D. Moisés Alves de Pinho, ao Reverendo padre Abílio Reis de Lima.
O Bispo e o seu Vigário Geral Monsenhor Alves da Cunha seriam durante muitos anos os seus mais ilustres colaboradores.
 
Depois de algum tempo em 1947 tomou a direcção do Jornal o Reverendo Padre José Maria Pereira, da Congregação do Espírito Santo, sendo substituído mais tarde pelo Reverendo Padre Henrique Alves, também da congregação do Espírito Santo. Durante as férias do ano 1950-51 foi substituído pela Padre Joaquim Martins.
 
 Em 1956 com a fundação da Rádio Ecclesia é nomeado director do jornal O Jornal O APOSTOLADO o Reverendo Padre Henrique Alves em substituição do Padre José Maria Pereira que passou a ocupar-se só e unicamente da Emissora Católica.
 
Depressa se impôs no meio social pela doutrina que propagava e pela seriedade de algumas polémicas que nele se levantaram a propósito das notícias ou doutrinas menos conformes com à verdade, que por vezes apareceram em publicações da então Província de Angola.
Seguindo a linha que lhe fora traçada pelo fundador procurou manter-se independente da política partidária ou local, pugnando pelos direitos da verdade no campo da religião, da moral e dum patriotismo são, à luz da doutrina do Evangelho concretizada na doutrina social da Igreja contida nos documentos pontifícios.
 
Como toda obra boa não faltaram ao Jornal O APOSTOLADO horas difíceis.
Em 1941 acusada por paixões partidarismos mesquinhos de certas pessoas, foi suspenso por algumas semanas.
Governava a então Província de Angola o Dr. Marques Mano quando Monsenhor Alves da Cunha foi acusado, com outras pessoas de estar envolvido numa conspiração que pretendiam a independência. Tendo sido repatriado pelo Governador de Angola, Monsenhor Alves da Cunha regressaria a Angola no mesmo dia por intervenção de D. Moisés Alves de Pinho, uma vez comprovados os factos.
 
Passando a bissemanário e mais tarde a mensal, O Apostolado continuou a cumprir como pôde a sua difícil tarefa, como jornal de todo o povo cristão trazia informação de todas as dioceses, com altos e baixos até 1975 que de novo experimenta a extinção por parte do Governo angolano.
 
Retomada a sua edição, graças a tenacidade e ao zelo de alguns missionários, continuou com muitas dificuldades próprias de País em guerra.
O Apostolado teve desde então uma vida intermitente, até aos nossos dias.
 
 Ficam vinculados à direcção deste órgão de informação nomes como: D. Abílio Ribas, bispo emérito de São Tomé e Príncipe, D. Manuel Franklin de feliz memória, que depois da turbulência dos anos do partido único, devolveu vida ao Jornal O APOSTOLADO com paciência e confiança nos homens e mulheres que souberam com ele colaborar, os Reverendos Padres Manuel Rito Dias, capuchinho português, Aristides Neiva da Congregação do Espírito e Maurício Camuto também da Congregação do Espírito Santo actual director.
Decorridos mais de setenta anos O Jornal O APOSTOLADO continua a exercer a sua missão informando e formando seguindo os ensinamentos da Igreja.
 
  
 

RÁDIO ECCLESIA – EMISSORA CATÓLICA DE ANGOLA

 
 Em 1954 D Moisés Alves de Pinho não satisfeito só com o trabalho do jornal O APOSTOLADO, num País onde a maioria do povo era analfabeta, animado pelo grande entusiasmo do Reverendo padre José Maria, pensa em fundar uma emissora católica.
 
Na segunda metade de 1954 Ano Santo Mariano O Apostolado, órgão da Arquidiocese de Luanda ao serviço da Igreja de Angola, deu início à campanha para a fundação de uma emissora Católica em Angola. Era um sonho do Padre José Maria director do jornal.
 
Diz ele: «A fundação de uma emissora católica, escola de uma renovação cristã, estava plenamente no espírito do Ano Santo Mariano e ficaria a recordá-lo de forma digna. Em Angola e, de modo especial, na capital escasseiam as Igrejas. E já “a alguém ouvimos dizer que talvez fosse mais urgente pensar na construção delas (Igrejas) Longe de nós desfazer a opinião...
A emissora não virá a dispensá-las. Virá porém coadjuvar de modo prodigiosa, a acção de reduzido número de missionários, que Deus sabe os anos que ainda terão de decorrer para serem suficientes.
Não haja pois hesitações. Façamos tudo para que no dia 8 de Dezembro próximo possamos consagrar à Imaculada Padroeira de Portugal, não um pequeno templo destinado aos crentes de uma determinada localidade, mas uma catedral imensa que cubra todos os céus de Angola, qual será uma emissora que diariamente leve aos ouvintes que vivem nas cidades e aos que se encontram nos mais recônditos recantos do sertão a reconfortante mensagem do Evangelho»
 
E assim foi. E os meios? Estes dependem dos cristãos.
«Mal irá aos católicos de Angola conscientes das suas responsabilidades, se não conseguirem juntar forças materiais e morais para fundarem e manterem uma emissora que os dignifique».
 
Palavras do Padre José Maria Pereira perante as dificuldades materiais. Era demasiado grande o zelo do bispo e o entusiasmo evangelizador do Padre José Maria para  que a obra deixasse de nascer.
 
Os apelos de solidariedade através do jornal O APOSTOLADO dirigidos a todos os cristãos eram tão animadores que de toda Província chegaram adesões, palavras de estímulo, muitas acompanhadas de pequenos donativos.
 
E em 8 de Dezembro de 1954, encerramento das comemorações marianas realizava-se a primeira emissão de Rádio Ecclesia, Emissora Católica de Angola!
 
«Foi um dia grande para os católicos. De perto e de longe chegaram telegramas e cartas a exteriorizar incontido regozijo».
 
Mas foi ao 19 de Março de 1955 festa de S. José que a Rádio Ecclesia iniciou as suas emissões diárias vindo a calar só em 1978 como consequência do marxismo-leninismo que então começava a reinar na Angola independente.
 
«Mais uma voz vai erguer o seu clamor ao serviço de Deus e da Pátria», escreveu-se em O APOSTOLADO em apoio a Ecclesia nascente.
E não se fez esperar a voz do Prelado, D. Moisés Alves de Pinho que aos microfones
da nova emissora disse cheio de alegria:
 
« Embora sem ilusões sobre as dificuldades que vamos encontrar, confiamos firmemente. E confiamos porque a obra é de Deus e para a sua glória, é de todos os cidadãos de Angola e de São Tomé e para seu maior bem»
 
A estação começou a funcionar com um emissor de 50W e uma pequena e rudimentar consola. Teve como primeiras instalações, parte de um modesto edifício da rua de S. Paulo: um quarto para estúdio e outro para gabinete de Direcção e secretaria a espera de melhores dias.
 
Deus proverá, disse um dia Abraão. Em 1956 além da entrada em serviço de um emissor de 250 W, foi melhorado vário equipamento técnico e procedeu-se também a ampliação das instalações, constituídas por mais de dois compartimentos para a discoteca e serviços de produção.
No Ano seguinte a emissora passou a funcionar num prédio moderno da avenida Marginal, a adquiriu novos meios: mobiliário, consolas, máquinas de gravação e discos.
 
O quarto ano foi caracterizado pelo aproveitamento de um emissor de 4 kwts , alugado à Companhia Portuguesa Rádio Marconi, com vistas aos ouvintes mais distantes. O outro de ondas curtas passou a trabalhar em ondas médias, para melhor servir os ouvintes de Luanda. Desde modo todos os angolanos podiam escutar a voz confortante do Evangelho de Cristo através das ondas da Ecclesia.
 
Em 1959 a Rádio Ecclesia ficou instalada no edifício do Seminário, e foi inaugurado mais um emissor.
 
Passados cinco anos beneficiou de melhores instalações, em prédio preparado para o efeito, à Calçada de Santo António e que pertencera à casa dos rapazes. Aí funcionou até 1977 ano em que foi confiscada pelo governo da República de Angola de ideologia marxista-leninista, na altura encontrava-se ausente fora do País o seu director o reverendo Padre José Maria Pereira, em busca de novos meios para a sua querida Emissora. Quanta dor, quanta angústia sentiria o director da Ecclesia a ver-se despojada da obra predilecta! 
 
 Já na calçada de Santo António entrou em funcionamento outro emissor de 50 wts de modulação de frequência era o ano 1965.
 
Com recursos técnicos já superiores aos da maioria dos emissoras da Província, a Rádio Ecclesia alargou o período de emissão diária, primeiro até uma hora da madrugada ( no que foi pioneiro em Angola) e, mais tarde passou a funcionar sem interrupção (caso único em Angola ), já em Dezembro de 1965 estavam a ser montados mais três emissores: dois de 1 KW e um de frequência modulada de 1 KHertz.
O centro emissor do Cazenga também propriedade da Igreja, era testemunha do trabalho pastoral social e evangelizador de Ecclesia nos quatro cantos de Angola.
 
Decorridos quinze anos a Rádio Ecclesia estava a altura de ser a segunda estação mais potente e com melhores recursos técnicos de Angola.
Também a produção melhorou sobremaneira, pois com o rodar do tempo foi-se adquirindo experiência que permitiu modos novos de comunicação mais estreita com os ouvintes, sucederam-se interessantes realizações: religiosos culturais e sociais sem descurar programas de entretenimento, música agradável etc.
 
Pela Ecclesia passaram locutores e técnicos que mais tarde ocuparam lugares de primeiro plano na radiodifusão não só na Província, como em todo o País: na emissora Nacional, na Radio Renascença e na Rádio Televisão.
 
A sua programação não diferia muito da actual, 53 anos depois entre os quais 20 de silêncio.
Assim: Oração da manhã, Angelus , alocução litúrgica ,Livro dos Livros, Terço em louvor a Nossa Senhora, Oração da Noite, transmissão directa da missa ao domingos, apontamentos e comentários sobre temas da actualidade e de carácter formativo, transmissão de palestras religiosas destacando as do Bispo diocesano, literatura, juventude, arte etc.
 
A Rádio Ecclesia viu o virar da página da Igreja Católica com o Vaticano II; o despertar da consciência patriótica do povo angolano, celebrou como todos os angolanos a independência de Angola, a sagração dos primeiros bispos angolanos do século XX e  -e tantos outros acontecimentos da história deste povo.
 
Já era maior de idade quando os dias maus bateram a sua porta. Era o ano de 1997, dois anos tinha Angola como nação, quando as coisas começaram a complicar-se para tudo o que fosse Igreja ou bem desta instituição, o marxismo ideologia que implantou no País com a fundação em de 10 de Dezembro de 1977 do Partido único ,não podia coabitar com o que era ou cheirasse a religioso, cristão…
E acção do MPLA /PT., não se fez esperar.
 
Em 1978 o decreto Nº 5º/78 ( diário da República nº 21, I série, de 25 de Janeiro de 1978, extingue a EMISSORA CATÓLICA DE ANGOLA- Rádio Ecclesia e nacionaliza todo o seu activo e passivo ficando afectos à RÁDIO NACIONAL DE ANGOLA.
 
A partir da data da publicação do referido decreto a RNA, ( Rádio Nacional de Angola) assumiu de modo pleno, o direito de propriedade, exercendo o poder de facto sobre as instalações da Rádio Ecclesia, encerrados para a Igreja.
A rádio transformou-se em rádio escola e durante o tempo em durou o confisco a Ecclesia perdeu todo o equipamento, tendo ficado com amostra do fora a emissora católica três portas de estúdio ainda em serviço nos estúdios da nova Emissora Católica.
 
Foi em 1992 a raiz da visita do Papa João Paulo II e  o advento da democracia que foram devolvidos à Igreja Católica de Angola ,os direitos de propriedade e usufruto do que então fora um dos meios de comunicação mais escutados em Angola.
 A conferência deu seguimento a questão Rádio Ecclesia na pessoa de Manuel Franklin da Costa de feliz memória.
Reproduzimos aqui os documentos da devolução:
 
 
SECRETARIADO DO CONSELHOO DE MINISTROS
 Em Luanda 26 DE Fevereiro de 1992
Ofício nº 101/04.40.30/SPS/SCM/91
 
PROJECTO DE DECRETO QUE ANULA A DECISÃO QUE NACIONALIZOU AS INSTALAÇÕES DA RÁDIO ESCOLA.
 
Cumpre –me informar que a Comissão Permanente do Conselho de Ministros na sua 5ª sessão extraordinária dos dias 18 e 19 de Fevereiro de 1992, ao analisar o documento sobre o assunto em epigrafe, decidiu o que a seguir se transcreve:
 
             -Anular a decisão tomada naquela altura com vista a devolução daquele imóvel
              a Igreja Católica –
 
                                 O SECRETÁRIO
 
Dr. José Leitão da Costa e Silva
 
Devolvido o imóvel era necessário obter autorização para o funcionamento da Emissora e assim foi.
Aos  trinta de Setembro de 1993 Por declaração de S. Exc.a o Ministro da Comunicação Social autoriza a Rádio Ecclesia – Emissora católica de Angola, a realizar as emissões em Frequência Modulada, Onda Curta e Média
 
                                                      DECLARAÇÃO
 
                        Para os devidos efeitos se declara que a Rádio Ecclesia – Emissora católica de Angola, foi autorizada por Despacho de 30 de Setembro de 1993 de Sua Excelência o senhor Ministro Da comunicação Social, a realizar as suas emissões em Frequência Modulada., Onda Media e onda Curta.
                                A presente declaração substitui para todos os efeitos legais o ALVARÁ PROVISÓRIO.
                                  Por se verdade, mandei passar a presente que por mim assinada,
 se autentica com o carimbo em uso neste Ministério
 
                                   GABINETE DO MINISTRO DA COMUNICAÇÃO SOCIAL
Em Luanda aos 30 de Setembro de 1993
 
 
                                                    O Ministro
                                          Pedro Hendrick Val Neto
 
Em Novembro de mesmo ano foi exarado um outro documento pelo director do nacional de Informação dos MCS onde se lê o seguinte:
 
Para os devidos efeitos, se declara que à Rádio Ecclesia (Emissora católica de Angola) foram concedidas as frequências Onda Media 944KC/S ; Onda Curta 4985KC/S60 metros, FM- 97.5MC/S.
                
                      Por se verdade e me ter sido solicitada, mandei passar a presente declaração que assino e autentico com o carimbo à óleo em uso neste ministério.
 
                   DIRECÇÃO NACIONAL DE INFROMAÇÃO DO MCS, em Luanda, ao 18 de Novembro de 1993.
 
 
                                                                 O DIRECTO
 
                                                            José luís de Matos  
 
Depois da devolução de todos os direitos e do imóvel sem equipamento nenhum porque já existia, era necessário ressuscitar a Emissora. Onde e como?
A Conferencia Episcopal cedeu para o efeito uma das caves do edifício sede da CEAST. Faltava pessoal para proceder a instalação e posteriormente o funcionamento da Rádio.
Foram chamados dois religiosos para os trabalhos, Frei Luís Leitão, capuchinho e a Ir. Fátima Cavate , teresiana.
O governo, a título de indemnização ajudou na construção dos estúdios e compra de algum equipamento para o estúdio.
 
Terminadas as obras a equipa foi reforçado com mais dois leigos, O Sr António Panzo e o Sr, Bento Sitongua.
Assim ficou constituída a equipa: Presidente D. Manuel Franklin 1ª Vice-Presidente Ir. Fátima Cavate ,que ficou também  assumiu secretária da Comissão Episcopal dos Meios de Comunicação de Angola,  2º Vice - Presidente o Sr. António Panzo e Administrador O Frei Luís Leitão.
 
Em Dezembro de 2005 três membros da equipa deslocaram -se à Lisboa a fim de participar de um curso de formação, organizado para as rádios lusófonas.
A seguir foram feitos e recrutamento e treinamento dos futuros trabalhadores da Nova Ecclesia.
 
Ao 19 de Março de 1997 era reinaugurado oficialmente, por sua Eminência Reverendíssima D. Alexandre Cardeal de Nascimento, a Emissora Católica de Angola.
 
Para o arranque, já que haviam sido devolvidas, tal como rezam os documentos, todas frequências para que continuasse a ser o que fora antes do confisco, Rádio Ecclesia Emissora Católica de Angola, portanto ouvida por todos os angolanos, de Cabinda ao Cunene, os bispos da Conferencia Episcopal de Angola e São Tomé contribuíram cada um com uma quantia de 15 mil dólares americanos.
Tendo ficado pendente a devolução de centro emissor do Cazenga, onde continuaram as emissões em línguas nacionais da RNA.
 
Passados 12 anos desde a reabertura da Ecclesia continuamos a esperar que a voz consoladora do Evangelho volte a soar nos ouvidos , no coração e na mente de todos os angolanos.
Entretanto a Ecclesia que hoje conta com um grupo de quase de 30 jornalistas e correspondentes em todas as dioceses, continuará a sua missão social e evangelizador sem distinção de raça, língua, classe social,  opção politica ou religiosa e acompanhando a evolução de um País que se renova.
A frente dos destinos de órgão católico está o Reverendo Padre Maurício Agostinho Camuto