Conferência Episcopal de Angola e São Tomé

Bispos na Assembleia Nacional

03-03-2010

Os prelados foram recebidos pela sexta Comissão, que trata de assuntos sobre Educação, Ciência e Tecnologia, Desportos, Assuntos Religiosos e comunicação social que, segundo Eduarda Magalhães, Vice-presidente da já referida comissão. Na ocasião, quis dar resposta às preocupações da sociedade relativamente ao fenómeno religioso e à situação das crianças acusadas de feitiçaria. Esclareceu ainda que a comissão está a levar a cabo um amplo trabalho com as Igrejas para juntos encontrarem a solução do fenómeno religioso no país.

Por seu turno, o presidente da CEAST afirmou que a Igreja Católica está preocupada com o fenómeno religioso, principalmente com as actividades realizadas em nome da Igreja. “Uma religião que se preze deve estar ao serviço do bem comum e da pessoa humana e ajudar a pessoa a viver os valores que uma religião professa”, disse o também arcebispo do Lubango, acrescentando que a Igreja Católica sempre esteve ligada à transformação da sociedade através da evangelização e dos projectos sociais. 

O bispo do Caxito frisou que a dignidade, os locais de culto e a clarificação da doutrina são pontos importantes a ter em conta na análise do fenómeno religioso. D. António Jaka, que é também secretário-geral adjunto da CEAST, entende que os líderes religiosos devem ser responsáveis e têm de agir de forma consciente para preservar a coesão e harmonia social e não serem geradores de conflitos.